Baixa Autoestima

Eu me estimo? Eu me amo? Eu me aprovo?

Você já fez essa pergunta para si mesmo?
Vivemos em tempos difíceis, principalmente para nós mulheres. E nós nos permitimos, muitas vezes essas cobranças, sem entender que um dia a “bomba estoura”.
A maioria das mulheres querem ser lindas, elegantes, profissionais, bem-sucedidas, bilíngues, magras, esposas, mães, saber o mínimo de culinária, ser similar à modelo de revista ou moça de telenovela.

Você pode estar perguntando: O que há de mal nisso? Não há nenhum mal. Até mesmo penso que podemos ter muitas funções como mulher.

O problema está em exceder, em colocar na sua agenda muito além do que realmente você possa dar conta, acarretando no trabalho ser uma funcionária de baixa performance ou se cobrando excessivamente para ser a número um no seu ambiente profissional, deixar a criação dos filhos para os avós, babás, professores, lembrar do marido em último caso, não cuidar da sua saúde, do seu sono, e não saber dividir o tempo, não delegar tarefas, não pedir ajuda e esquecer que há tempo para todas as coisas.

Chega em um determinado momento da sua vida em que as coisas passam a não ter mais cor, tudo fica ruim, tudo você desaprova, pois com o excesso de afazeres e de cobranças, você tira a conclusão errada dizendo que você é fraca, incapaz e não que faz nada certo, quando na realidade você está sob uma sobrecarga imposta por você mesmo.

Este fator do excesso, da cobrança pode ser o que mais passa a gerar no indivíduo a tão falada, nos dias de hoje, baixa autoestima.

E o que vem a ser a baixa autoestima?

De modo bem simples é a estima por mim mesmo, como me estimo e no caso da baixa é a estima por mim que está negativa.

Faça uma análise com você e se pergunte:
Qual o valor que tenho a meu respeito?
De zero a dez que nota dou a mim?
Como eu me enxergo?
O que vejo quando me olho no espelho?

Que bom seria se todos nós estivéssemos sob equilíbrio, sob aprovação. Infelizmente o número de pessoas com baixa autoestima é alto e só cresce.

Algumas características de uma pessoa com baixa autoestima:
1- Falta de confiança: a pessoa se desaprova o tempo todo, pois acredita que é impotente, que não vai conseguir, vai se desencorajando cada dia mais, também desconfia de outras pessoas;

2- Falta de iniciativa: antes de começar algo, esse indivíduo já se classifica como incapaz e muitas vezes nem tenta fazer algo e já se desaprova;

3- Assume culpa, mesmo quando não é culpa sua ou nem há do que se culpar;

4- São ou se tornam pessoas tímidas ou muito reservadas;

5- Excessivamente crítica, neurótica e perfeccionista;

6- Suas atitudes são sempre acompanhadas de medo, angústia e dúvida.

7- Menospreza a sua capacidade sobre o que é capaz de fazer.

Enfim são pensamentos, sensações, angústias, atitudes que se não analisadas, tratadas, curadas e se a pessoa não passar por uma libertação dessas cadeias que ela própria colocou em si, as coisas só tenderão a piorar.

Você deve estar pensando: e por onde posso começar a me libertar dessa cadeia de pensamentos que me denigrem? Tanto é que me tornaram uma pessoa de baixa autoestima?

Podemos começar com alguns pontos simples, básicos porém eficazes:

– Segundo Rabindranath Tagore (poeta indiano) “Quando somos grandes na humildade, estamos mais próximos da grandeza.” É necessário partir de nós mesmos a consciência de que precisamos de ajuda, pedindo conselhos, contando a alguém de nossa confiança ou a um Profissional Psicólogo assumindo que não está bem.
– Perdoe-se: livre-se das algemas da falta de perdão por si mesmo e pelo outro;
– Viva o hoje, o agora, o momento; pois o ontem não voltará e o amanhã como será?
– Sonhe: se você está vivo é porque ainda existem sonhos para realizá-los;
– Exercite-se, encontre algum esporte que lhe seja prazeroso;
– Alimente-se bem, coma com gosto;
– Olhar para você com amor, aprovação tornarão você alguém muito mais confiante e feliz.
Quem se ama, este sim, sabe amar o outro.
– Zelar da sua família, ela é um bem precioso que todos têm o direito de ter; e se a sua está bem complicada, você pode dar os primeiros passos para ela se tornar a melhor família para você.
– Antes de julgar o outro, conheça-o melhor; tenha empatia que significa capacidade psicológica para sentir o que a outra pessoa sentiria em determinada situação; pois quando tenho a sensibilidade de me colocar no lugar do outro para entendê-lo e não acusá-lo, tudo se tornará mais fácil no relacionamento.

E deixo aqui algumas palavras que são minhas, que amo, pratico e que certamente podem te ajudar:

“SOU ÚNICA, ME APRECIO, ME AMO, CUIDO DA MINHA MENTE, ALMA, ESPÍRITO, FÍSICO, ME ESTIMO E COM ESFORÇO, FOCO, FÉ, ÂNIMO CHEGO À MINHA META. SEMPRE RESPEITANDO O PRÓXIMO.”

Pode ser que você esteja se sentindo o oposto de tudo acima, porém ninguém poderá dar o primeiro passo por você.

Ame-se.

Psicóloga Adriana Bertelli dos Anjos

Adriana Bertelli dos Anjos é  Psicóloga, Pastora e Pedagoga.  Casada com Joel dos Anjos , mãe de duas filhas, Lana e Valentina. É membro da Igreja Assembléia de Deus Madureira e vive atualmente em Piracicaba SP / BRA .
Adriana faz Atendimento Clínico Presencial ou FaceTime/Skype)
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